Muitas pessoas me perguntam o que vem a ser a tal da “Astrologia Kármica”. Na verdade, é preciso esclarecer que, em sua essência, toda Astrologia é Kármica.

Desde que se admita que os Aspéctos Positivos ou Negativos que são mostrados no Mapa Natal, não fazem parte de uma possível herança genética, deve haver algum motivo para que algumas pessoas sejam aparentemente tão bem servidas pela sorte, enquanto outros parecem deserdados por ela, tanto sob o ponto de vista material, sexual, afetivo, emocional, familiar, quanto espiritualmente. Esse motivo pode estar associado ao que normalmente chamamos de Karma.

No Oriente, a prática Astrológica está normalmente ligada às idéias do Karma e da Reencarnação. Deve-se abrir um parêntese aqui para explicar a noção de Karma. A idéia corrente que se faz de Karma está diretamente ligada ao conceito de Pecado, que é algo associado a dívidas impagáveis, limitações contestáveis, ou seja, dá-se ênfase ao negativo.

Entendemos Karma como um dos Cenários que o Universo coloca a nossa volta para exercitarmos o nosso papel frente à evolução! Através do qual há o cumprimento das Leis Universais e tem como objetivo um Propósito Superior.
O Karma é, possivelmente, um mecanismo automático que gerencia e estabelece os princípios de responsabilidade e equilíbrio; buscando encontrar o Cenário mais adequado à nossa atual condição evolutiva. Isto irá depender da natureza da nossa necessidade espiritual. Assim o Cenário nunca será bom ou ruim, será apenas aquele necessário para a nossa evolução!
Karma pode ser sub-dividido em três tipos distintos:
Sanchit: é o Karma que acumulamos e existe desde sempre. Para ser trabalhado e reequilibrado temos aquilo que conhecemos como "eternidade", ou seja, o tempo necessário para que nossa Alma aprenda e evolua; porém, em sua grande parte suspenso nesta vida.
Pralabda: é o Karma manifestado nesta existência, é aquele cenário que voluntariamente escolhemos para nosso aprendizado nesta vida e é este o karma que pode ser analisado pelo Mapa Natal.
Kriyaman: Karma que criamos nesta vida através das ações não pensadas, fruto da vaidade, da raiva, ganância e do medo entre outras coisas. Terá efeito em vidas futuras.
Devido à tradição Astrológica Ocidental ter sido firmada a partir dos escritos de Ptolomeu, Kepler, para citar dois dos mais significativos, desenvolveu-se a partir daí uma idéia centrada em eventos exteriores da vida humana e não em suas causas primeiras, nas quais se busca entender o Ser Humano através do seu papel no cumprimento das Leis Universais, tendo como objetivo a sua Evolução. Foi apenas na metade do século XX que alguns pioneiros da Astrologia Esotérica foram buscar nas antigas tradições Hindu e Budista, os fundamentos que iriam embasar o conhecimento que hoje temos da Astrologia Kármica.
A grande maioria dos Astrólogos interpreta o Mapa Natal sem levar em conta essas idéias, não chega a ser uma interpretação de todo errada ou ruim, mas por analogia, seria como se víssemos o Ser Humano somente pelo aspécto do corpo humano, como se fosse apenas um aparelho funcional, uma máquina, sem levar em conta ou mesmo avaliar o aspécto filosófico, emocional e psicológico, dentre outras coisas.
O Mapa Natal é, portanto, um instrumento interessante para entendermos este processo à partir de uma análise objetiva, identificando e informando o uso devido ou indevido que fizemos de nossos talentos no passado, fruto de nossa liberdade, de nosso livre arbítrio dentro dos diversos Cenários que nos foram apresentados no decorrer da nossa existência, do uso que estamos fazendo agora destes mesmos instrumentos e ferramentas que já nos foram dados diversas vezes.
Para o Astrólogo de orientação Kármica, o Karma existe para gerenciar e dar condições para que a criatura possa atingir um nível evolutivo suficiente que o permita saber como utilizar estes recursos.
Na análise do Mapa Kármico, procuro descrever e narrar fatos acontecidos nesta vida, como se processam as suas relações afetivas, familiares, sexuais, profissionais, a saúde, como a pessoa se relaciona com o meio ambiente que a cerca.

Caso se interesse em vidas passadas, a interpretação pode ser direcionada para este aspecto.

 

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